12 novembro 2024

RETIRO PEQUENO DE 3 DIAS

 

 PEQUENO RETIRO DE 3 DIAS

(Baseado no que Jesus ministrou a Sta. Faustina)

PRIMEIRO DIA

 

1- Alimentar-se de Jesus pela Eucaristia e pela oração. Alimentar essa presença principalmente evitando todo e qualquer pecado.

 

2- Deus nos ama desde antes da criação do mundo. Seu amor por nós nunca mudará, nunca cessará. Reflitamos quem é Jesus e o quanto Ele nos ama! Sua morte na cruz foi real e mostrou todo o amor que Ele tem por nós! Pensemos nos atributos de Jesus, que são inúmeros! Devemos nos sentir amados (as) por Deus! Santa Faustina dizia que sentir-se assim é o paraíso!

 

3- LEITURA DO CAPÍTULO 15 DE SÃO JOÃO.

 

 Esse capítulo fala:

–— Jesus é a verdadeira videira e Seu Pai é o agricultor. Todo ramo que em Jesus não produz fruto, o Pai o corta. Odo o que produz fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda (penso aqui que Deus permite-nos os sofrimentos e as contrariedades justamente para nossa santificação e para que demos mais frutos). Só produz fruto quem ficar ligado em Jesus, como o ramo que só produz fruto se estiver ligado à videira. Se permanecermos em Jesus e praticarmos suas palavras, podemos pedir o que quisermos e Ele (se for para o nosso bem) nos dará (v. 7).

 

— “Assim como o Pai me amou eu também vos amei. Permanecei em meu amor.” Nós permaneceremos em seu amor se observarmos Seus mandamentos. Jesus também observou os mandamentos de seu Pai e permanece em seu amor. E o mandamento que Jesus nos dá é: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Dar a vida pelos amigos, como Jesus fez, é o que tem maior amor. Seremos amigos de Jesus se praticarmos o que Ele nos manda praticar.

 

— “Já não vos chamo servos, mas vos chamo amigos” (O servo não sabe o que o seu senhor faz, ao passo que o amigo de Jesus foi informado de tudo o que Ele ouviu de Seu Pai).

 

— Não fomos nós que escolhemos Jesus. Foi Ele que nos escolheu e designou que fôssemos e produzíssemos fruto, e para que o nosso fruto permaneça. Jesus insiste: “Amai-vos ns aos outros”.

 

— Aqui, do versículo 18 em diante, Jesus comenta o relacionamento dos discípulos com o mundo, sempre lembrando que o “mundo” aqui representa os que não amam Jesus e não se interessam pela sua mensagem. Quando Jesus diz: “Não sois do mundo”, quer dizer que estamos no caminho da santidade, de uma vida sem pecados e de amor a Deus e ao próximo. Diz também que ser amigo de Jesus, seguir suas palavras, não nos livra das perseguições e do mau trato que nos fazem, pois se O perseguiram, também nos perseguirão. Mas sua presença em nossa luta e dissabores é fortalecida e anunciada nesse capítulo de João.

 

4- A Igreja transmite a vida divina para nossa salvação e a santificação de nossa alma. Não podemos recusar ou ignorar os ensinamentos da Igreja porque percebemos defeitos nos meios usados para essa comunicação. Todos somos pecadores, mas Deus não deixa faltar a sua graça e a sua assistência nos padres e ministros que pregam a verdadeira Palavra de Deus, embora continuem pecadores. Isso nos faz pensar o quanto muitas vezes desprezamos muitas coisas que Jesus nos fala por meio de pessoas que não são acreditadas às vezes por algum preconceito ou por algum defeito pessoal!

 

5- ALGUMAS ATITUDES IMPORTANTES

 

- Não confiar em si mesmo(a). Entregar-se à vontade de Deus. Sempre recorrer a Jesus quando nos sentirmos abandonados, nas trevas e nas diversas dúvidas. Recorrer ao padre com quem nos confessamos e ser-lhe muito sincero, sem esconder nada.

 

- Não dialogar com o maligno, não disputar com a tentação, não dialogar com ela. Logo que percebermos que estamos sendo tentados, recorrer imediatamente ao Sagrado Coração de Jesus e, como acima, procurar conversar ou se confessar com o nosso padre confessor ou diretor espiritual.

 

- Devemos nos suportar a nós mesmos com muita paciência. Colocar o amor-próprio em último lugar.

 

- As mortificações interiores são muito importantes. Aconselhar-se quando necessário com o padre confessor ou com o nosso diretor espiritual.

 

- Não manter conversas com quem fala mal dos outros e murmuram contra Deus e contra tudo.

 

- O que quer que os outros façam, não se basear nas ações deles, mas na vontade de Deus mostrada pela Igreja e pelos seus ensinamentos.

 

- Os religiosos e eremitas (homens e mulheres) devem observar a regra o mais fielmente possível, assim como os mandamentos e os ensinamentos de Jesus, que também devem ser seguidos pelos leigos, o melhor que se possa.

 

- Fazer alguma coisa boa para os que nos fizeram sofrer. Rezar por eles.

 

- Evitar o ócio, a dissipação. Dizia o padre René Voillaume que dificilmente pode rezar quem fica horas a fio vendo televisão.

 

- Procurar o máximo possível ficar em silêncio quando somos repreendidos.

 

- Nem todos sabem o que é melhor para nós. Não pedir a opinião de todos, mas sim a do padre confessor ou do(a) diretor(a) espiritual.

 

- Diante da ingratidão, oferecer isso ao Senhor e não desanimar. Não fazemos coisas para nos agradecerem, mas por amor a Deus e às pessoas a quem fizemos o bem.

 

- Não ser curioso(a) para saber quais são os caminhos pelos quais Jesus está nos conduzindo.

 

- Se não souber o que fazer em alguns momentos, reze. Se não sabe o que rezar, reze o Pai-Nosso e orações espontâneas. Leia algo, faça algum trabalho manual. Sobretudo, sabermos que Jesus sempre está conosco e o nosso Anjo da Guarda também.

 

- Em nossas boas ações e orações não nos guiemos pelos sentimentos, mas pela vontade. Oremos, mesmo que não estivermos sentindo nada.

 

- Lembrar-se também que Jesus não prometeu sombra e água fresca neste mundo, mas grandes lutas. Durante as lutas, sempre podemos contar com a presença de Jesus. conosco!

 

SEGUNDO DIA

 

 1- Meditemos sobre os compromissos que assumimos na vida e se os estamos cumprindo. Inclua os compromissos assumidos no Batismo, Crisma, Confissão, Matrimônio, Ordem, e os compromissos particulares, incluindo as promessas feitas..

 

2- Leia com o coração o capítulo 19 de São João.

 

Esse capítulo narra a Paixão de Jesus, desde a flagelação de Jesus até o seu sepultamento. Pensemos como que tudo o que narra ali, aconteceu por causa de cada um de nós.

 

3- Pelo sacrifício e pela oração conseguimos a salvação de muitas pessoas, mais ainda do que os missionários. Exemplo, além de Sta. Faustina, Sta. Teresinha, que mesmo sem sair do convento, é a padroeira das Missões.

 

4- Quando se estiver fazendo algum sacrifício que isso seja feito com muita humildade, silenciosamente, de modo puro, sem afetação. E não usar isso como moeda de troca com Deus. Ofereçamos o sacrifício e Ele faça conosco o que desejar, pois nunca deixará nos faltar a sua graça, seu Amor, sua força. Aceitar com amor todos os sofrimentos, mesmo que não se sinta isso. Como foi dito acima, o que importa é a vontade e não o sentimento. Mesmo que não sintamos a presença de Jesus, Ele sempre está conosco.

 

 

TERCEIRO DIA

 

1- Será que o nosso amor ao próximo é guiado pelo amor que damos a Jesus? Rezamos pelos nossos inimigos? Desejamos o bem aos que nos entristeceram ou nos ofenderam? Tudo o que fizermos de bom para qualquer pessoa, é a Jesus que estamos fazendo. Nós conseguimos amar aos demais se nos aprofundarmos no amor e na recepção sincera de Jesus Eucarístico. Ali Jesus está todo para nós: Alma, Corpo, Divindade. Entretanto, sempre lembrar que o amor exige reciprocidade. Nosso amor por Jesus sempre será uma resposta ao Seu amor. Não somos nós que temos a iniciativa. Se não correspondermos ao amor de Jesus, vamos nos esfriar e acabar sozinhos. Entretanto, Jesus sempre vai nos amar. O amor a Jesus deve sempre e sempre nos levar ao amor ao próximo.

 

2- Ler o capítulo 21 de São João.

 

Esse texto se refere à aparição de Jesus aos discípulos às margens do mar de Tiberíades, onde houve mais uma vez a pesca milagrosa. Jesus chegou pedindo peixe para comer. Eles não haviam pescado nenhum e, ao mando de Jesus, pescaram tantos, que quase nem cabiam no barco. São Pedro percebeu que era Jesus e sentiu-se mal por tê-lo negado três vezes. O “estar nu” dele era mais por dentro que por fora. Com a pergunta de Jesus por três vezes se o amava, Pedro respondeu que sim e, de certa forma, reconciliou-se com Jesus e com seus colegas apóstolos. Esse texto mostra também de modo bem claro que Jesus estava dando a Pedro a missão de chefiar a Igreja que acabara de nascer com Sua morte e ressurreição.

 

3- A misericórdia divina quase se confunde com o Seu Sagrado Coração, que é um mar de misericórdia, de onde saem as graças para o mundo todo. Todos que de Jesus se aproximaram saíram consolados. No evangelho, por exemplo, vemos que mesmo os nove leprosos que não voltaram para agradecer, continuaram curados. Deixemos que nosso coração se torne a morada da misericórdia de Jesus e que essa misericórdia transborde para as demais pessoas!

 

4- Muitos agonizantes precisam de nossas orações para esse seu último momento. Eles são os que mais precisam confiar na misericórdia divina, e isso muitas vezes não ocorre. Nossas orações vão mover os agonizantes para pedirem a infinita misericórdia de Deus.

 

5- É mais fácil que o céu e a terra sejam destruídos do que a misericórdia divina deixar de envolver uma alma confiante.