Diz J.B.Chautard em seu livro: ” A alma de todo o apostolado” que a meditação “é o braseiro onde se vai reavivar a guarda do coração".
"Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os demais exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá pouco a pouco adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer a Deus cada dia com maior frequência. A união com Deus na meditação gerará uma união intima com ele, mesmo durante as ocupações mais absorventes. Vivendo a alma assim unida a nosso Senhor pela guarda do coração, atrairá a si cada vez mais os dons do Espirito Santo e as virtudes infusas, e talvez Deus venha a chamá-la a grau mais elevado de oração.”
Ele cita, em seguida, o Padre Rigoleuc, S. J. sobre 10 maneiras de se meditar. Vou trazer aqui apenas alguns pontos interessantes da exposição desse padre, logo após algumas sugestões que pedi à I.A.
A I.A. (inteligência artificial) diz isto sobre a meditação:
O que é meditar?
Meditar, para o cristão, não é esvaziar a mente ou buscar técnicas de relaxamento. É colocar-se diante de Deus, com a Palavra nas mãos e o coração aberto, permitindo que o Espírito Santo ilumine os pensamentos e conduza os afetos. É um diálogo silencioso, mas profundo, em que a alma se deixa transformar pela presença divina.
A Palavra como alimento
A Sagrada Escritura é o ponto de partida da meditação. Um pequeno trecho do Evangelho, uma passagem dos Salmos ou uma leitura da liturgia diária podem se tornar fonte inesgotável de luz. O importante não é a quantidade, mas a qualidade da escuta: deixar que cada palavra penetre e se torne vida.
Frutos da meditação
- Intimidade com Deus: a oração deixa de ser apenas pedidos e se torna amizade.
- Discernimento: a mente se abre para compreender melhor a vontade divina nas escolhas do dia.
- Paz interior: mesmo em meio às preocupações, a alma encontra repouso em Cristo.
- Caridade concreta: a meditação não termina em si mesma, mas se traduz em gestos de amor ao próximo.
Como começar
- Escolha um momento fixo do dia, de preferência em silêncio.
- Tenha consigo a Bíblia ou um devocionário.
- Leia lentamente, deixando que uma frase ou palavra toque o coração.
- Converse com Deus sobre aquilo que foi iluminado.
- Termine com uma oração simples, como o Pai-Nosso ou uma Ave-Maria.
A meditação diária é como o respirar da alma: sem ela, a fé corre o risco de se tornar superficial. Com ela, cada dia se torna oportunidade de renovar a amizade com Cristo e de viver mais plenamente o Evangelho.
Acrescento alguns dos pontos abordados pelo autor já citado:
1-Tomar um livro espiritual (Novo Testamento ou Imitação de Cristo) - ler algumas linhas com intervalos - meditar um pouco no que se leu, procurar penetrar-lhe o sentido e gravá-lo no espirito. - Tirar daí qualquer afeto santo, amor ou penitência, etc., e propor praticar qualquer virtude que mais agrade. Evitar o ler muito ou o meditar muito. - Demorar-se em cada pausa, enquanto o espírito nela encontrar entretenimento agradável e útil.
2- Pode-se também ler alguma frase da Escritura Sagrada, ou qualquer oração vocal: Pai Nosso, Ave-Maria, Credo, por exemplo, pronunciá-la, demorar-se em cada palavra, tirar-se dela diversos sentimentos de piedade nos quais se demore enquanto neles se achar gosto. No fim, pedir a Deus alguma graça ou virtude, segundo o assunto meditado. Quando a palavra ou frase escolhida já está bem meditada, passar logo a outra. Quando se sentir tocado por algum sentimento bom, demorar-se enquanto ele dura, sem estar com desejo de passar adiante. Pode-se conservar-se perante Deus ruminando em silêncio as palavras já meditadas, ou saboreando os sentimentos que elas produziram no coração
3- Fazer um exame de consciência sobre as próprias faltas, paixões, fraquezas, enfermidades, impotências, misérias etc. Confessar-lhe sinceramente as próprias infidelidades e pecados e pedir-lhe perdão. - Retratar os próprios erros e juízos falsos. -Detestar todo o mal que se fez e propor corrigir- se para o futuro.
4- Meditar nos novíssimos: Morte, juízo, inferno, paraíso. Diante da lembrança de que um dia vamos morrer, pensar, por exemplo, o que gostaríamos de ter feito em nossa vida e propor expiar de alguma forma o que nos causou temor.
5- Pensar profundamente na grande graça que Jesus nos deixou em estar presente na Eucaristia. Propor visitá-lo sempre que possível (e cumprir esse propósito, é lógico). Jesus está ali, presente, por nosso amor. Ele se fez nosso alimento e nossa vida. Terminar essa meditação com a comunhão espiritual.
6- Acostumar-se a estar por alguns instantes diante de Jesus sem nenhum pensamento, desejo ou pedido, simplesmente estar ali, diante dele, antes da meditação. Leia, se se interessar, a poesia publicada neste blog: “APENAS POR UM MOMENTO, SENHOR".
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